Cuba! A senhora que se segue… |
Cuba vive provavelmente o momento mais delicado desde o colapso da União Soviética. A captura de Nicolás Maduro, a 3 de janeiro, não foi apenas um episódio venezuelano, foi um abalo sísmico no frágil equilíbrio energético cubano. Ao cortar a principal linha de abastecimento de petróleo a Havana, a administração de Donald Trump colocou o regime perante uma escolha brutal: negociar em termos desfavoráveis ou enfrentar um estrangulamento progressivo.
A expressão usada por Trump, a 27 de fevereiro, “friendly takeover”, não é inocente. É ambígua por desenho. Pode significar transição negociada, pode sugerir absorção económica gradual, pode até insinuar tutela informal. Em qualquer dos casos, não se trata de mera retórica eleitoral. Trata-se de uma redefinição aberta da relação de forças no Caribe.
Desde que Washington assumiu controlo temporário do setor petrolífero venezuelano e bloqueou exportações para Cuba, que dependia de Caracas para cerca de 80% do combustível, a economia da ilha entrou em espiral descendente. Apagões prolongados, paralisação dos transportes, escassez de bens essenciais e aumento da pressão migratória são sintomas visíveis de uma crise estrutural que se agrava.
A declaração de “emergência nacional” contra Cuba, assinada........