Haja memória!

Não pode cair no esquecimento o caso de Fábio Teixeira, o enfermeiro que foi nomeado para coordenar as energias renováveis. Começo por sublinhar que não conheço a pessoa nem me move qualquer interesse oculto, ao tecer estas considerações. Entendo apenas, como, provavelmente, noventa por cento dos portugueses, que o bom senso perdeu a esperança em Portugal e, consequentemente, se pôs a milhas.

Fábio Teixeira demitiu-se, depois do volume de críticas que a sua nomeação suscitou, não sem antes a própria ministra do Ambiente ter vindo a público dizer que não avalizaria tal escolha e que a desconhecia até a notícia surgir na Imprensa. Interrogo-me agora sobre se o próprio diretor-geral de Energia e Geologia, que, há três ou quatro dias atrás, nas redes sociais, defendeu a nomeação de Teixeira, não deveria seguir o mesmo caminho. Ele e não só. Questiono-me sobre se Manuel Nina, presidente da Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis 2030, também considera irrelevante a ausência de referências académicas e profissionais relacionadas com as áreas do ambiente, sustentabilidade ou........

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