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Dádiva e teste

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18.06.2026

Confesso, com algum embaraço, que nunca tinha lido de fio a pavio uma encíclica papal. Trabalhando numa universidade, sou quotidianamente desafiado pelos desenvolvimentos da IA. Um desafio que transcende as dificuldades práticas de ser professor e de salvaguardar a integridade da avaliação de conhecimentos e que vai, antes, ao âmago do que é ‘saber’ e do papel da universidade. Um desafio feito de deslumbramento e de apreensão. Uma apreensão que extravasa a escola e se estende ao mundo do trabalho que os meus jovens estudantes irão defrontar, onde, ao que tudo indica, os níveis de entrada em muitas profissões serão os mais afetados pela adoção da IA generativa. Não podia, pois, ficar indiferente à encíclica Magnifica Humanitas do Papa Leão XIV.

O Papa não é, de modo algum, um ludita relativamente à IA, e reconhece-a como uma ferramenta com enorme potencial para promover o bem-estar da humanidade.........

© SOL