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A justiça social chegou ao areal

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09.06.2026

Sou suficientemente antigo para me lembrar dos tempos em que, na praia de Faro, se pagava uma pequena taxa para enterrar o chapéu de sol na areia – e em que o areal só era limpo quando o rei fazia anos. Hoje os tempos são mais civilizados: a praia divide-se em zonas concessionadas, onde não há chapéus avulsos, alternadas com zonas livres, gratuitas, onde estes se amontoam mais ou menos anarquicamente. Quem aluga, por bom dinheiro, um toldo com espreguiçadeiras – e, muitas vezes, serviço de bar – fá-lo por conforto, claro, mas também para escapar à confusão, ao aperto da multidão e para garantir vista e caminho desimpedidos até ao mar.

Era este o entendimento geral até ao início da presente época balnear. Num comunicado de 25 de maio, a Agência Portuguesa do Ambiente........

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