Reforço de 1.230 milhões no SNS: dinheiro a mais… ou orçamento a menos?

O Governo anunciou 1.230 milhões de euros para o SNS pagar dívidas em atraso. Não é ‘mais investimento na saúde’. É a fatura da suborçamentação crónica: há décadas que o SNS é financiado abaixo do necessário e sobrevive à custa de injeções de emergência.

Estes milhões não vão abrir um único serviço novo, reduzir listas de espera ou garantir mais consultas. Servem para pagar contas antigas, com mais de 60 dias, acumuladas porque o Orçamento das ULS não chega para a atividade que o próprio Governo exige ao SNS.

Sem este dinheiro, quase todas as ULS estariam à beira da rutura no fornecimento de medicamentos, dispositivos médicos e serviços essenciais.

Quando o Parlamento aprova o Orçamento, já sabe que não será suficiente em 2024 foram cerca de 1.200 milhões, em 2023 cerca de 1.100 milhões só para dar 2 exemplos. 

Na década anterior a prática foi a mesma.

O dinheiro ‘extraordinário’ não é exceção – é regra. O modelo é perverso: primeiro suborçamenta se, depois faz........

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