menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Atomic Kitsch

59 0
03.08.2026

A 1 de julho de 1946, quase onze meses depois de Hiroxima e Nagasáqui, os EUA detonaram uma bomba de plutónio sobre o atol de Bikini, nas Ilhas Marshall. Integrado na Operação Crossroads, o ensaio avaliava os efeitos das armas nucleares sobre uma frota-alvo de 95 navios. O engenho, apelidado Gilda, aludia à personagem de Rita Hayworth no filme homónimo. Vinte e quatro dias depois, outra bomba de plutónio, Helen of Bikini, explodiu sob as águas da lagoa. 

Seguiram-se outros 21 ensaios no atol até 1958. Em 1954, Castle Bravo, uma bomba de hidrogénio, foi o mais potente ensaio nuclear dos EUA. Nas bombas atómicas, a energia provém da fissão nuclear; nas de hidrogénio, a fissão inicia a fusão, ambas libertando energia. No total, os testes de Bikini equivaleram a quase 77 megatoneladas de TNT – cerca de 3700 bombas de Nagasáqui –, fazendo do atol um símbolo da corrida nuclear da Guerra Fria.

O vice-almirante William Blandy, responsável pela Operação Crossroads, foi na época fotografado com a mulher a cortar um bolo com a forma de cogumelo atómico (imagem). De agora em diante, o atómico parecia tudo valorizar. Surgiram........

© SOL