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Ventura: da demagogia ao socialismo

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SÁBADO, 2Ventura: da demagogia ao socialismo

Ventura colocou a redução da idade da reforma como a condição para aprovar a reforma laboral do Governo. O líder do Chega é inteligente e sabe muito bem que o Governo não pode aceitar uma medida que iria apressar a falência da segurança social em Portugal. Por isso, foi um modo de não apoiar uma reforma laboral que é impopular entre muitos dos eleitores do Chega e, ao mesmo tempo, procurar conquistar alguns votos no escalão etário onde tem menos votos, entre os 60 e os 67 anos.

Mas esta demagogia é perigosa. Antes de mais, Ventura fez uma proposta tipicamente defendida pelas esquerdas radicais. Isso tem um peso entre o eleitorado de direita do Chega, como se viu com muitas das reações. Depois, o Chega irá perder votos entre os mais jovens que estão fartos de políticos que defendem sobretudo os interesses dos mais velhos.

Em temas económicos, Ventura não tem convicções, mostra uma enorme ignorância (fazia bem a Ventura estudar um pouco mais de economia) e limita-se a fazer propostas demagógicas. Falta pouco para Ventura perceber que não se pode agradar a todos ao mesmo tempo e, quem o tenta, acabará por agradar a poucos.

Sou um portista de Lisboa, daqueles que fez o liceu em turmas onde só havia benfiquistas e sportinguistas. A tradição familiar de defender o Norte contra o poder da ‘capital’ foi mais forte do que as amizades de Lisboa. Mas foi uma preparação ótima para a vida: dá-nos a coragem e a capacidade de defender as nossas convicções sozinhos contra todos.

Depois de uma época terrível, o Porto voltou a ser campeão, sem jogar um futebol bonito, mas com uma equipa competitiva e muito bem preparada. Muitos previam que sem Pinto da Costa o Porto ficaria muito tempo sem ganhar. Afinal, no seu segundo ano como presidente, Villas-Boas mostrou a sua qualidade e espírito vencedor. Outros........

© SOL