A Semana (de 17 a 21 de janeiro) |
SÁBADO, 17
A ameaça de Trump de impor novas tarifas a países europeus
Trump ameaçou seis países da União Europeia, o Reino Unido e a Noruega com 10% de tarifas a partir de 1 de Fevereiro. Neste caso, há uma enorme diferença em relação ao ano passado. Em 2025, as tarifas americanas faziam parte de uma política comercial. Podemos concordar ou discordar, mas um país tem legitimidade para adoptar mais protecionismo. Agora, as tarifas foram usadas como arma geopolítica, e não como parte de uma política comercial.
Pior, a ameaça de aumentar as tarifas faz parte de uma estratégia para anexar território a um país aliado, membro da NATO. Obviamente, os países europeus não podiam aceitar.
DOMINGO,18
As eleições presidenciais
Como se esperava, Seguro e Ventura passaram à segunda volta das eleições presidenciais. Os grandes derrotados foram Marques Mendes, Gouveia e Melo e as extremas esquerdas. Vamos começar pelas últimas. O PCP sofreu o pior resultado de sempre. Continua o seu caminho irreversível para o desaparecimento. Em Portugal, ao contrário da que diz a ideologia Marxista, é o capitalismo que está a acabar com o comunismo.
No Bloco, Catarina Martins conseguiu um feito extraordinário: recebeu menos votos do que Mariana Mortágua. Acabou o mito, proclamado pelo Público dia sim, dia não, de que Catarina Martins valia mais do que o Bloco. Não vale. Apesar de o Bloco também já não valer quase nada.
Por fim, o candidato do Livre foi absolutamente patético. No fim da campanha, ninguém sabia (nem ele) se já tinha desistido a favor de Seguro ou se ainda era candidato. As suas dúvidas eram legítimas: ficou atrás do antigo vocalista dos Ena Pá 2000.
Gouveia e Melo aprendeu que a popularidade ganha numa campanha nacional de vacinas não se traduz em sucesso político. Percebeu-se rapidamente, ainda antes da campanha começar, que Gouveia e Melo não foi feito para a política.........