Lições de Budapeste

A derrota de Viktor Orbán na Hungria é mais do que uma alternância no poder. É uma mensagem político para a Europa e, ao mesmo tempo, uma confirmação de que os regimes iliberais têm sempre um prazo de validade. Durante anos, Orbán foi celebrado pela direita populista como o homem que soube enfrentar Bruxelas, controlar a imprensa, dominar a magistratura e transformar o Estado num instrumento de poder pessoal. Mas o que parecia força revelou-se, afinal, um modelo assente em fragilidades profundas.

«Em cada momento determinante da sua história contemporânea, a Hungria enviou sinais de esperança que ressoaram no Velho Continente», nota o L’Express.

Nas legislativas, tal como em 1848, em 1956, e em 1989, os húngaros mostraram determinação em conquistar liberdade política e em restaurar a sua dignidade nacional. No século XIX, sacudiram o jugo dos Habsburgos, no século XX, derrubaram o jugo soviético, desta vez, sacudiram um sistema político corrupto, erguido por Viktor Orbán ao longo de........

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