A viagem não será tranquila

Os resultados das eleições locais, em Inglaterra, e das legislativas, na Escócia e no País de Gales, chegam como confirmação eleitoral de algumas dinâmicas políticas que já há muito tinham assumido o estatuto de inevitabilidades. O bipartidarismo dos conservadores e dos trabalhistas, não o bipartidarismo em si, acabou. Não há forma de fugir a esta evidência. O Reform, à direita, e os Verdes, à esquerda, empurraram o centro para uma posição da qual, no mínimo, será difícil de sair e que, no máximo, traduzir-se-á num dilema existencial.

Os conservadores, depois de mais de doze anos medíocres no número 10 de Downing Street, ainda pagam o preço do desgaste governativo e não conseguiram capitalizar o declínio de Starmer, mesmo com uma nova líder, Kemi Badenoch, que poderá imprimir um novo, e mais positivo, rumo ao partido. Mas a grande debacle foi do Partido Trabalhista. Afinal, é o partido de um governo eleito há menos de dois anos. A impopularidade de Keir Starmer,........

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