A finest hour iraniana

Se nalguma coisa Lenine acertou, foi quando alegadamente disse, ainda antes da revolução de 1917, que há décadas em que nada acontece e semanas em que acontecem décadas. A primeira semana de 2026 encaixa perfeitamente na segunda categoria. A história continua a marchar a um ritmo frenético e os acontecimentos no Irão tornam inevitável o adiamento da segunda parte das reflexões sobre a Venezuela.

Os iranianos saíram à rua numa demonstração avassaladora de coragem perante o regime tirânico e sanguinário dos aiatolas. Não apenas os iranianos que residem no território, mas também uma boa parte da diáspora. Bandeiras com o Leão e o Sol ao vento e cigarros acendidos no retrato de Khamenei em chamas por mulheres decididas em desfazer-se da opressão representada pelo hijab tornaram-se os grandes símbolos da mais recente onda popular contra a República Islâmica. Os sinais de uma contrarrevolução estão aí, e a brutalidade do regime na supressão das manifestações é prova disso. Entretanto, tem-nos sido dito que a revolta terá sido........

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