O Matuto e os Matrecos |
O Matuto ainda lembra aquele barulho: o matraquear. Do matraquear surgiu o nome: matrecos. Matraquilhos. (‘Pimbolim’, no Brasil, por favor, embora no Rio de Janeiro seja ‘totó’, ‘fla-flu’ no Rio Grande do Sul e ‘pacau’ em Santa Catarina.) O Matuto entende destas coisas e acha que o segredo do jogo está precisamente neste ‘matraquear’. Sem ele não há matrecos.
Até chega a ser um truque do profissional dos matraquilhos. Há o domínio do pulso, a finta, a destreza dos passes... mas com muito barulho à mistura. O profissional batido sabe que o matraquear também joga: faz bater o varão central, aquele que tem cinco bonecos, contra as paredes do campo enquanto os avançados chutam a direito para golo. O guarda-redes contrário (goleiro no Brasil, por favor), assustado com o estrondo, mexe os defesas e abre a baliza no momento preciso do remate. Golo limpo. Matrecos também é psicologia.
O Matuto já jogou ‘matrecos’ nos quatro cantos do mundo. Mas ficam-lhe na........