Uma república, não um império |
A captura de Nicolás Maduro foi o resultado de uma operação militar espectacular, com uma mobilização de forças e meios extraordinária. O mundo colou-se aos ecrãs estupefacto e as imagens de helicópteros de combate a sobrevoar Caracas pareciam saídas de uma grande produção de Hollywood.
A sua detenção pela DEA, devido às acusações de narcotráfico, lembrava a de Noriega, em 1990, com a incrível coincidência de ambos terem sido detidos no dia 3 de Janeiro!
Tanto os que prontamente celebraram esta «libertação» como os que criticaram esta «violação do Direito Internacional» estavam de acordo num ponto importante: Trump deixara de ser «isolacionista». Mas seria mesmo assim?
Na conferência de imprensa após a operação, o Presidente norte-americano assumiu a Doutrina Monroe, numa referência à política defendida por James Monroe em 1823, que advertia as potências europeias a não interferirem nos assuntos do Hemisfério Ocidental, respeitando-o como esfera de influência dos Estados Unidos. Mas Trump usou mesmo o termo «Donroe Doctrine», a contracção de Donald e Monroe, usado pelo New York Post como manchete há um ano.
Em 1999, Patrick J. Buchanan, figura influente na esfera conservadora e que havia sido conselheiro de Nixon, Ford e Reagan, publicava um dos seus ensaios mais marcantes. A Republic, not an Empire, era um manifesto político que cortava a direito para uma América às direitas, definindo a sua posição no mundo segundo os seus próprios interesses.........