André Ventura é o único candidato que não fala uma língua morta |
Assumindo uma nova realidade geopolítica marcada por competição entre potências, regressão da globalização, economia subordinada à política, primado do conceito da política externa como a prossecução dos interesses permanentes das nações, securitização das fronteiras e erosão do multilateralismo normativo, o critério de escolha do PR, aquele que simboliza a soberania da nação e é dela o garante último muda radicalmente. Já não se trata de eleger um bordador de consensos, mas de alguém capaz de afirmar interesses permanentes. Nesse quadro, importa clarificar três pontos essenciais.
1. O Presidente deixa de ser ‘árbitro’ para ser um ‘polo’. Num mundo pós-ordem internacional liberal, os Estados deixam de funcionar como gestores de regras estatuídas em plataformas multilaterais burocráticas não eleitas e passam a atuar como atores........