Um SNS simples para quem precisa dele

Quando um cidadão entra num hospital, quer duas coisas muito simples: ser atendido em tempo útil e ser tratado com segurança, com a melhor probabilidade possível de ficar bem. No entanto, quem já passou pela urgência, por consultas sucessivas ou por transferências entre hospitais sabe que o caminho nem sempre é claro. Por vezes, parece uma lotaria: “Onde devo ir?”, “Quem me segue?”, “Porque me mandam para outro lado?”, “Porque é que o mesmo problema tem respostas diferentes consoante o hospital?”..

Há uma ideia que pode tornar o Serviço Nacional de Saúde mais previsível e mais seguro para o utente:

·       organizar os hospitais como uma rede hierarquizada, com níveis de diferenciação, e

·       garantir que os tratamentos mais complexos acontecem nos locais onde existem equipas, experiência e meios para os fazer com maior segurança.

Do ponto de vista do utente, a regra faz sentido e é intuitiva. Para a maioria das doenças comuns,

·       infeções,

·       descompensações de doenças crónicas,

·       pequenas cirurgias,

·         exames e consultas de seguimento

o ideal é ter cuidados perto de casa, com equipas acessíveis, continuidade e rapidez.

Mas há situações muito diferentes: intervenções raras, procedimentos de elevado risco, técnicas muito sofisticadas, doenças complexas que exigem várias

especialidades a trabalhar em conjunto e capacidade de resposta 24 horas por dia para complicações. Nesses casos, a pergunta que o utente deveria poder fazer é simples: “Estou a ser tratado no sítio certo para o meu problema?”

Em muitos países, a resposta está organizada por........

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