Uma Campanha Surreal

Por contraste evidente com anteriores atos eleitorais para a Presidência, a esta campanha nada faltou entre manipulações informativas, boletins de voto com candidatos não validados, ataques pessoais, exibições peripatéticas dos candidatos e golpes de teatro à boca das urnas.

No plano da desinformação, a tracking poll diária da CNN, com evidentes falhanços em sufrágios anteriores quando divulgada a vários dias de distância das eleições parlamentares, condiciona eleitores indecisos, perturba a estratégia e o discurso dos candidatos e constitui um fator potencial de manipulação de um setor de votantes que seguem a campanha pelas televisões. Tão relevante como a liberdade de expressão é a regularidade do ato eleitoral pelo que a lei deveria prevenir a atividade de empresas de sondagens que falhem sucessivamente, por margens de erro excessivas.

Quanto ao resto: pouco País e muitos ataques pessoais; pouca capacidade de alguns candidatos para exorcizarem acusações de conflitos de interesses; discursos assimétricos entre........

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