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O Pacto

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07.06.2026

Quando se fala em pactos, quase sempre se vai ter ao debate público-privado, por outras palavras, ao papel do Estado e do mercado na vida económica e social moderna. Debate difícil, pelos preconceitos ideológicos que contaminam valores e princípios, até ao fanatismo.

Comecemos pelo fácil consenso sobre obrigações sociais: a vacinação universal, o planeamento familiar disponível, a escolaridade obrigatória, o internamento compulsivo de doentes mentais perigosos e doentes portadores de doenças transmissíveis, a cobertura na doença a portadores do VIH e em geral todas as ações de saúde pública. Quase todos concordam, mesmo os neoliberais típicos, que ancoram nas vantagens das externalidades positivas a despesa social pública incorrida.

Afastemos também os preconceitos corporativos de que todos, da direita à esquerda, podem sofrer, como a recusa de transferências de saberes e competências de médicos para enfermeiros, de fisiatras para fisioterapeutas, de estomatologistas para médicos dentistas,........

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