De novo as Regiões

Lembro apenas alguns dos atributos dos territórios organizados em regiões: proximidade, operacionalidade, sensibilidade. Prefiro não mencionar a palavra maldita.

A regionalização mete medo: o trauma do referendo perdido, a obrigatoriedade de repetição, a legislação que dificulta veleidades, o fantasma do descontrolo financeiro, a inércia política. Esforços falhados de desconcentração são cadáveres no percurso: na Educação há mais tempo, na Segurança Social com vagos argumentos de consolidação de contas e agora na Saúde com a extinção das administrações regionais (ARS).

Tudo continua na mesma, ou pior. E quando as crises surgem – SNS (urgências e emergências), incêndios florestais, temporais devastadores – a desorientação central é imensa, agravando o desespero de cidadãos e autarcas. Todos sabemos que o país é natural, cultural e historicamente acidentado, que as fronteiras são as mesmas de há novecentos anos, que o retângulo continua a deslizar para o mar, centralizado a sudoeste, que quase metade da função pública está em Lisboa........

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