A vida na aldeia
Acordo pelas sete com a campainha da senhora que traz o pão. Meia hora depois passa a carrinha do transporte escolar para recolher as quatro crianças do lugar: duas colombianas, uma brasileira e uma nacional. Pelas onze chega a pequena van com as senhoras do apoio domiciliário e ao meio-dia a carrinha do lar com a alimentação dos assistidos em casa. O Estado social chegou em força às aldeias.
Comecemos por tudo o que mudou em meio século. Estradas de macadame e calçadas estreitas, água em fontanários, animais a dormirem debaixo das casas, doenças transmissíveis e alta mortalidade infantil. Agricultura de subsistência, meia dúzia de artesãos (latoeiro, carpinteiro, ferreiro, caiador, pintor, barbeiro e sapateiro) a fundição de estanho encerrada e o fabricante de peneiras suicidado pelo álcool. Meia dúzia de tabernas, uma oficina de bicicletas e meia dúzia de lavradores com juntas de bois, o trator da época. Os que chegavam ao ensino secundário........
