'Está de ananases!'

É de rachar! Está de ananases! Derrete os untos!». repetia o meu pai, citando Eça em A Correspondência de Fradique Mendes, sempre que o calor apertava nos Algarves quando por lá vivíamos.

É isso que me apetece exclamar, agora e aqui, quando simplesmente respirar custa quase tanto quanto fazer qualquer exercício físico, mesmo que muito cedo e a horas presumivelmente aceitáveis e adequadas a tais atividades.

«Está de ananases!», repito eu, mais sintético, aí pelas sete da manhã, quando, na ciclovia da estrada do Guincho, faço a minha usual corrida matinal.

Pergunta-me, então, quem me ouve: «Por que corres? Quem te manda?».

E eu, olhando por cima o voo de uma gaivota, respondo ao curioso: «A saúde a isso me obriga. É o exercício que me tem mantido. Quando não o........

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