Uma greve geral que sabe a férias |
Terça-feira, dia 2 de junho. Começo a escrever este texto antes da paralisação anunciada pela CGTP para a véspera de um feriado, que por acaso até se presta a uma ponte, com direito a fim de semana prolongado. Coincidências. Tenho a televisão ligada sem som, mas sou incentivado a subir o volume quando vejo em direto umas dezenas de funcionários públicos à porta de uma câmara municipal, em protesto. Fico confuso. Mas, então, a greve não começa só à meia noite de dia 3? O que estão ali a fazer? Começaram mais cedo? Não deviam estar a trabalhar?
Ouço Daniel Martins, do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), explicar as razões do protesto: «A reforma laboral», argumenta, «vai diminuir a capacidade da escola pública em responder de forma decente aos seus alunos». Hum. Como assim? Importa-se de explicar melhor? Não explica. A entrevista segue por ali fora, sobre a indisciplina nas escolas, a falta de pessoal, as fracas condições das instalações escolares, os baixos salários, que nada têm que ver com as alterações ao Código do Trabalho. Daniel Martins põe tudo no mesmo saco, sacode bem et voilà: eis o motivo pelo qual o Sindicato de Todos os Profissionais da........