Seguro, o falso lento |
Esta campanha presidencial é, toda ela, um paradoxo. Há 40 anos que não tínhamos umas eleições tão disputadas e, no entanto, nenhum dos candidatos é particularmente entusiasmante. A eleição é para a Presidência da República, mas os candidatos são instados permanentemente a dizer o que fariam se fossem primeiros-ministros. Com a esquerda e a direita divididas, o único candidato que vinha de fora do sistema não conseguiu passar à segunda volta. E agora que chegámos à segunda volta, temos de escolher entre um candidato que quer ser Presidente e outro que quer ser primeiro-ministro.
Centremo-nos, então, no único candidato que quer muito, muito, muito ir para o Palácio de Belém. António José Seguro andou uma vida a preparar-se para chegar ao topo da hierarquia do Estado. E fez quase tudo bem. Começou por baixo, foi líder da Juventude Socialista, teve uma curta passagem pelo Governo, foi deputado, esteve ao lado dos líderes do PS quando tinha de estar, mas também soube afastar-se quando entendeu que a sua hora estava próxima.
E Seguro esteve perto, muito perto do cume, mas a oportunidade não podia ter surgido em pior altura. José........