O abandalhar do regime

Um ministro demora 20 dias para explicar as suspeitas que recaem sobre ele. Nesses 20 dias, é escrita e dita muita coisa. Nem tudo correto. Nem tudo errado. Um primeiro-ministro, durante esses 20 dias, decide dar respaldo para que se ignorem as perguntas dos jornalistas e o escrutínio dos partidos da oposição. Consta que se trata de uma estratégia de comunicação – genial, seguramente: esperar que a onda passe, que outras notícias ocupem o espaço mediático, e, com jeitinho, pode ser que o país se esqueça de Luís Neves.

A arrogância do poder é, de facto, um bulldozer. Passa por cima da ética, da moral e, se for preciso, da lei. O escrutínio é muito bonito, mas só quando se aplica aos outros. O PSD na oposição defende standards de ética na política, questiona, escrutina, exige explicações e consequências. O PSD no Governo entra em modo de autopreservação do seu poder. Foi assim com a Spinumviva. Volta a ser assim com Luís Neves. Será sempre assim, as vezes que forem precisas. Que se lixem as instituições, os jornalistas e os eleitores. Quando chegarmos às eleições, já ninguém se lembra disto.

Este abandalhar do regime não começou........

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