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Menos preconceito, mais estratégia

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13.07.2026

Na passada semana, tive o privilégio de participar no evento “Place Branding: Desafios e Oportunidades em Portugal”, uma organização conjunta da EY e da Porto Business School (PBS). Num debate participado por decisores, académicos e líderes regionais, emergiu uma urgência clara: a necessidade de resgatar a discussão sobre o turismo da narrativa populista da diabolização e elevá-la ao patamar da estratégia macroeconómica.

Em Portugal, e muito particularmente no debate público urbano, vigora o erro crasso de tratar os visitantes meramente como vetores de pressão sobre as infraestruturas, a habitação ou o espaço público. Esta perspetiva estática e puramente contabilística falha em compreender o turismo através do prisma do place e destination branding: não como um fim em si mesmo, mas como a fundação mais poderosa de atratividade que um território pode edificar à escala global.

O turismo é a montra que capta o primeiro olhar do capital, do talento e da inovação. Olhar para a dinâmica do Norte de Portugal e perceber que os Estados Unidos da América se consolidaram como o segundo maior mercado emissor de turistas para a região não é apenas um indicador conjuntural de hotelaria; é uma vitória estratégica profunda com ramificações sistémicas. O fluxo de cidadãos norte-americanos rumo ao Porto e, crescentemente, ao Douro Valley, representa uma oportunidade histórica de conversão económica. Um turista norte-americano de elevado poder aquisitivo que hoje descobre a........

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