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A política do pénis

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11.08.2026

Uma das existências mais inglórias, numa História da Literatura já de si assaz infeliz, é a de Malcolm Lowry. A par dos enormes dissabores provocados pelo alcoolismo, possuía um pénis verdadeiramente minúsculo. Essa característica causou-lhe vários dissabores e angústias, sendo motivo de chacota por parte, entre outros, dos colegas marinheiros. Não há registo fotográfico do pequeno membro, mas, no mínimo, causava curiosidade e espanto por onde espreitava. Tal não impediu o escritor de casar duas vezes e de recorrer amiúde a casas de alterne.

Este facto não era capaz de encher um parágrafo numa obra séria dedicado às belles-lettres. Contudo, seria o suficiente para alertar um homem, de seu nome Sigurður Hjartarson, que pode perfeitamente ser chamado o Homem do Pénis. O islandês sabe que os homens – e os animais – não se medem aos palmos: no seu museu dedicado ao falo, tem espécimes que vão dos tímidos milímetros de um hamster aos formidáveis quase dois metros de uma baleia. Nos mais de duzentos exemplares fálicos, pertencentes a mais de noventa espécies animais, há inclusivamente um que pertence ao homo sapiens – no caso, um doador que morreu aos 92 anos.

O espantoso Museu Falológico Islandês teve origem num presente de um pénis de touro que recebeu no ano já longínquo de 1974. A partir desse momento inspirador, foi um somar de pénis até aos dias de hoje. O Museu, no centro de Reykjavík, também foi complementado com um bistrô dedicado à temática, onde se podem comer penis waffles, e com uma gift shop. O espaço conta igualmente com várias peças de arte, que vão da pintura ao mobiliário. Orgulha-se de ser o único museu do mundo dedicado exclusivamente à falologia.

Susanne........

© Sapo