Eventos climáticos extremos expõem fragilidades na comunicação do Estado

As catástrofes naturais já não são episódios excecionais. São acontecimentos recorrentes que testam, de forma cada vez mais visível, a capacidade do Estado para proteger as populações e a forma como comunica essa proteção. Num contexto de alterações climáticas, a comunicação deixou de ser apenas um instrumento informativo para se tornar um fator de coesão social.

Os dados mais recentes são claros. Segundo a World Meteorological Organization, 2024 foi o ano mais quente alguma vez registado na Europa. Tempestades, inundações e ondas de calor afetaram centenas de milhares de pessoas e provocaram prejuízos económicos superiores a 18 mil milhões de euros. A tendência não é conjuntural. É estrutural.

Portugal está entre os países mais expostos do sul da Europa. A combinação de envelhecimento populacional, assimetrias territoriais, litoral vulnerável e fenómenos extremos mais frequentes cria um cenário onde o risco climático é também um risco social. Nestes contextos, comunicar bem não é apenas avisar. É garantir........

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