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Coisas de março

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monday

Este março um criminoso atirou um cocktail molotov a um grupo de manifestantes. Tem sido interessante ver o esforço de alguns setores para desvalorizar o acontecimento no sentido de preservar a narrativa de que o perigo é a extra-direita porque, no limite, nem existe uma extrema-esquerda, quanto mais violenta. Vale muito a pena ler o que Rui Ramos escreveu no Observador sobre o assunto

A utilização da base das Lajes pelos EUA na atual conjuntura merece ser repensada. Se os EUA não respeitam a Europa, a Europa tem de se dar ao respeito.

É triste mas continua a ser verdade: a guerra que Trump ia acabar em dias, dura e dura e dura. Os dirigentes americanos agora compactuam com o ditador de Moscovo.

Uma frase de Zelensky lida em Teresa de Sousa: “Putin é um escravo da guerra. O seu poder depende da guerra.”

Circula a narrativa de que Putin está a ganhar a guerra, mas o Financial Times informava há umas semanas que o avanço russo é mais lento que na Batalha do Somme. Como também informava The Economist, entre Junho de 1941 e Maio de 1945 o exército russo progrediu 1600 quilómetros, de Moscovo a Berlim. Nesta guerra, já mais longa, as tropas russas avançaram 60 km.

Uma flotilha para Cuba: é interessante como os autoproclamados humanitários apoiam regimes tão pouco humanitários.

JL Carneiro foi a Caracas apresentar uma universidade local como um exemplo para a Europa.

O novo advogado oficioso de Sócrates pediu para abandonar a defesa. Começa a ser motivo de riso…

Por cá, Villas-Boas continua a exibir o lado de animal feroz. Um desapontamento para os que não pertencem à tribo. Este mês acusou todos de falta de ética e de civismo. Como diria o filósofo, o problema são os outros.

Um livro para nos descodificar, concordando ou discordando: Portugal e o ocidente, de Tom Gallagher, da Universidade de Bradford.

E para descodificar o mundo há um belo diário pessoal: A grande ruptura, de Miguel Monjardino. Além de aprendermos, ficamos com muita vontade de conhecer Angra do Heroísmo.

Chegou também um livro com uma mensagem provocadora – ou talvez não: Morre sem nada, de Bill Perkins. Se calhar não está mal visto…

Por causa do novo livro de Thurston Moore, dos Sonic Youth, Now Jazz Now, tenho andado a tentar educar-me no free jazz.

A minha descoberta musical do mês: os portugueses Maquina. Têm uma grande atuação na KEXP. Orgulho!

Boa Primavera para os leitores da LÍDER.


© Sapo