Royal Rumble: Entre a esperança e a frustração
Se não acompanha wrestling, peço desculpa, mas este artigo é quase terapêutico; é em parte uma análise, mas também um desabafo. E sobretudo é reflexo daquilo que é ser fã da WWE: entusiasmo, esperança... e, muitas vezes, frustração.
Como escrevi na antevisão, o Royal Rumble era o momento-chave para consolidar o bom início de 2026. Era a oportunidade perfeita para mostrar que a empresa tinha aprendido com o último ano... e durante boa parte da noite, parecia que sim. O evento em si foi bastante aceitável. Sólido. Interessante.
Até chegarmos ao main event. E aí, tudo descarrilou.
O combate masculino Royal Rumble era o coração da noite, o momento mais esperado, por muitos fãs o ano todo. A grande oportunidade de se criar magia e histórias para o futuro. Mas acabou por ser a maior desilusão.
O Rumble vive de momentos. De surpresas. De regressos. De entradas que fazem o estádio explodir. Só que desta vez, nada disso aconteceu... Sem regressos verdadeiramente chocantes e sem aqueles momentos que nos deixam de queixo caído, o combate perdeu logo metade da sua alma.
E depois veio o problema crónico: o foco exagerado em Jey Uso. Mais uma vez.
Durante minutos intermináveis, o foco todo andou à volta dele. Teve uma entrada que parecia interminável, o segmento repetitivo de pedir que voltem a pôr a sua música a tocar (a meio do combate), uma chamada de atenção........
