Economia circular na medicina dentária: liderar pelo exemplo

A medicina dentária é, por natureza, uma área intensiva no consumo de recursos e na produção de resíduos, incluindo materiais de uso único, resíduos biológicos e químicos. Esta realidade resulta da evolução tecnológica e das exigências de biossegurança, não de práticas inadequadas. Integrar princípios de economia circular neste setor deve ser encarado como uma prioridade lógica, ética e estratégica.

No contexto da saúde, a economia circular traduz-se na redução do consumo de recursos, na valorização de materiais e processos e na prevenção do desperdício, sem nunca comprometer a segurança, a qualidade assistencial ou a proteção do doente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (2019), o setor da saúde contribui com cerca de 4,4% das emissões globais de gases com efeito de estufa, um impacto comparável ao da aviação civil mundial. Na Europa, instrumentos como o European Green Deal e a Convenção de Minamata, reforçam a necessidade da redução de resíduos, da limitação de plásticos de uso único e do controlo do mercúrio na prática clínica, refletindo uma direção estratégica clara e irreversível.

Importa sublinhar que a adoção de princípios de economia não compromete a segurança clínica.........

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