12 meses de artigos

No final de ano é costume passar em revista os temas que o dominaram. Vou fazê-lo, socorrendo-me dos três temas que mais consistentemente abordei nesta minha coluna. 

1. À cabeça destaca-se o primeiro ano da administração de Donald Trump (DT). Não espanta, pois DT continua a desafiar os limites do que julgávamos admissível e o mundo dança a um ritmo por ele marcado. Começou com as tarifas ditas compensatórias que, depois de avanços e recuos, elevaram a taxa efetiva a níveis nunca vistos nos últimos cem anos. Foram racionalizadas como instrumento para corrigir os ‘défices comerciais bilaterais’ (bizarramente encarados como ‘roubos’), mas rapidamente se revelaram um chicote imperial para punir os países ou líderes que de alguma forma desagradaram a DT. É uma política ignara do ponto de vista económico e cujos principais prejudicados serão os próprios cidadãos americanos. Felizmente, com exceção da China, o mundo não retaliou e evitou-se uma guerra comercial global. Ao comércio seguiu-se a ideologia. A propósito de combater o antissemitismo, a administração lançou um ataque sem........

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