Há 1,5 milhões de portugueses de segunda |
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Hoje, 1,5 milhões de cidadãos continuam presos nesse passado. São os 1,5 milhões de portugueses inscritos no estrangeiro que só podem votar nas representações diplomáticas de Portugal: 77 embaixadas e 48 postos consulares. Muitos, às vezes famílias inteiras, têm de fazer nove horas de viagem, apanhar comboios de longa distância ou até aviões para conseguir exercer um direito que é constitucional — deixo de fora os estudantes (Erasmus, licenciatura, mestrado ou doutoramento), que raramente alteram a morada de residência nacional e não são contados como emigrantes, mas que também ficam, na prática, inibidos de votar.
A todos estes é negado o direito (e dever) de votar.
Podemos culpar quem fez a lei — que diz que "o direito de voto é exercido presencialmente" —, quem não mudou a lei, ou quem não soube exercer a tão propalada magistratura de influência, um dos poderes do presidente da........