Desafios e prioridades para 2026. Teresa Freitas, EY: Promover uma cultura de aprendizagem contínua e resiliência entre os colaboradores

Teresa Freitas, director Talent Team da EY, afirma que «as empresas que conseguirem adaptar as suas abordagens às necessidades individuais dos colaboradores, oferecendo flexibilidade, oportunidades de crescimento e um ambiente inclusivo, estarão numa posição privilegiada para atrair e reter talentos».

Em 2026, antevejo que o principal desafio na Gestão de Pessoas será a adaptação à transformação digital e à automação. A rápida evolução tecnológica está a mudar a forma como trabalhamos, exigindo que as empresas reavaliem as suas estratégias de gestão de talentos. A resistência à mudança e a falta de competências digitais são barreiras significativas que muitas organizações enfrentarão. Portanto, será crucial promover uma cultura de aprendizagem contínua e resiliência entre os colaboradores.

Uma tendência para a qual muitas empresas e profissionais ainda estão mal preparados é a Directiva da Transparência Salarial da União Europeia. Esta nova legislação exige que as empresas sejam mais transparentes em relação às suas políticas salariais, o que pode gerar desafios significativos em termos de equidade e justiça salarial. Muitas organizações ainda não têm processos adequados para garantir a conformidade com estas novas exigências, o que pode levar a conflitos internos e à insatisfação dos colaboradores.

Para 2026, identifico três acções prioritárias na EY no âmbito da Gestão de Pessoas:

1. Desenvolvimento de Competências Digitais: através de programas de formação contínua que capacitem os colaboradores a utilizar novas tecnologias e ferramentas digitais, preparando-os para um ambiente de trabalho em constante evolução.

2. Promoção do Bem-Estar Mental e Físico: através de iniciativas que priorizem a saúde mental e o bem-estar dos colaboradores, bem como programas de apoio psicológico e actividades conjuntas, para fortalecer a coesão entre as equipas.

3. Mobilidade Interna e Internacional: através dos programas de mobilidade da EY que permitem que os colaboradores explorem diferentes funções e áreas dentro da EY, bem como oportunidades em escritórios da EY no estrangeiro. Estes programas não só promovem o desenvolvimento de competências diversificadas, mas também aumentam a retenção de talentos ao oferecer experiências enriquecedoras e oportunidades de crescimento global na carreira.

Por fim, ao olhar para o futuro, antevejo uma grande diferença no mundo do trabalho em 2030: a personalização da experiência do colaborador. As empresas que conseguirem adaptar as suas abordagens às necessidades individuais dos colaboradores, oferecendo flexibilidade, oportunidades de crescimento e um ambiente inclusivo, estarão numa posição privilegiada para atrair e reter talentos. A tecnologia permitirá uma maior personalização, mas será a empatia e a compreensão das necessidades humanas que farão a diferença.

Este artigo foi publicado na edição de Janeiro (nº. 181) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.


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