As incertezas depois da retumbante derrota que o Supremo Tribunal aplicou a Trump

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Na sexta-feira, logo que soube da sentença, denegriu os seis juízes do Supremo que o contrariaram (“hostis à pátria, subservientes perante potências estrangeiras”) e, em vez de acatar a sentença, invocou um outro suporte que permite ao presidente contornar por cinco meses o veredito dos juízes: invoca a Secção 122 da Lei do Comércio de 1974, que permite ao presidente impor tarifas alfandegárias durante cinco meses em caso de desequilíbrios "grandes e graves" na balança de pagamentos.

Na tarde de sexta-feira, Trump tinha-as fixado em 10%. Na manhã de sábado, depois de lhe terem dito que poderia ir até aos 15%, acresceu esses cinco pontos percentuais. Essa nova tarifa universal entra em vigor na terça-feira, 24 de fevereiro, às 12h01, hora de Washington (19h01 em Portugal), pelo período de 150 dias que aquela Lei de Comércio lhe permite.

Com este recurso invocado por Trump a União Europeia vê eliminada, pelo menos pelos próximos cinco meses, a possibilidade de obter qualquer vantagem nas exportações para os EUA, e o comércio internacional segue na incerteza do caos instalado por Trump

Mas há um facto muito relevante em toda esta história: afinal, o Estado de Direito perdura na América de Donald, o comandante-chefe que se toma por imperador com poder absoluto, livre de todas as restrições legais e constitucionais, capaz de proclamar que a única limitação para o poder dele é a vontade dele. A maior democracia do planeta continua a ter anticorpos para a proteger da autocracia da personagem que se tem servido de uma vasta combinação político-militar-financeira-digital para impor ao mundo o caos gerado pelo que lhe passa pela cabeça.

O tribunal, o Supremo dos Estados Unidos, através do voto de........

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