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Teodoro e as narrativas

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28.04.2026

O Professor Teodoro Ramalho constata que a “narrativa” vem subindo de tom. Constata igualmente que a palavra “narrativa” está na moda e, muitas vezes, surge nos media como sinónimo de tudo o que ela não é. Para alguns, passou a significar ângulo, perspetiva, ponto de vista. Para outros, facto ou evento. E, para certos espíritos mais criativos, equivale já a versão alternativa, realidade paralela — ou, simplesmente, falsidade.

Entretanto, Teodoro dá fósforo ao charuto. Sorve, com cautela, o seu Nescafé Gold. Parece que os políticos gostam imenso desta palavra. Talvez por lhes oferecer uma sensação de síntese — um atalho ilusório num mundo cada vez mais complexo. Uma simplificação total das coisas. Há até quem se esforce por domar a tal “narrativa”, os novos cartógrafos da virtude, e reduzem o mundo a um enredo rudimentar de bons e maus, como se a realidade coubesse numa fábula mal contada.

Teodoro Ramalho acha tudo isto uma maçada. Melhor desfrutar o........

© Sapo