Da disrupção à continuidade: porque é que as associações precisam de se renovar

Ao longo dos últimos anos, tenho observado um fenómeno recorrente em várias associações setoriais, nacionais e internacionais. Organizações que nasceram como forças disruptivas, movidas por visão, coragem e energia transformadora, acabam por se cristalizar em modelos de liderança e gestão que pouco se renovam. Fundadores e equipas iniciais, decisivos na construção da sua relevância, permanecem durante longos períodos, criando estruturas que vão perdendo capacidade de adaptação.

É importante sublinhar que este não é um diagnóstico universal. Existem associações que souberam evoluir, criar alternância e atualizar os seus modelos de governação. O que aqui se descreve é um padrão que, sendo recorrente, merece reflexão e........

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