12 passas para a passagem de ano
1. Cotrim e Ventura são os únicos que sabem fazer campanha nas redes sociais, a grande distância de todos os outros. Cotrim e Ventura usam a campanha tradicional para fazer conteúdos para as redes sociais; os outros usam as redes sociais para divulgarem de forma aborrecida o que fizeram aborrecidamente na campanha tradicional. Cotrim e Ventura procuram apoios entre influenciadores digitais com centenas de milhares de visualizações todos os dias. Os outros ainda se concentram naquele colunista com 5 mil leitores fiéis (ainda assim, mais 4900 do que eu). Não sei se estas serão as últimas Presidenciais em que as televisões terão um papel determinante no vencedor, ou se serão as primeiras em que não terão, mas a tendência é inevitável. Quem continuar a deixar a gestão das redes sociais para o estagiário da campanha pagará um preço bem alto num futuro (muito?) próximo.
2. Seguro tem tido prestações sólidas em debate. Demonstrou firmeza, elegância e sentido de Estado e foi o único a fugir à tentação das campanhas negativas. Mesmo os adversários reconhecem-lhe seriedade e honestidade. Não o quereria como primeiro-ministro, mas reconheço que tem muitas das características certas para ser Presidente da República. Há quase 25 anos que a esquerda não ganha umas Presidenciais, apesar de ter tido uma larga maioria social no país. Com dispersão à direita e um candidato apoiado pelo PSD com dificuldades em reter o seu eleitorado, o candidato apoiado pelo PS teria condições excecionais para vencer estas Presidenciais, mesmo com a esquerda no seu ponto mais baixo das últimas décadas. Felizmente para a direita, a esquerda é tão boa a governar-se como a governar o país.
3. Jorge Pinto é um bom comunicador e o principal quadro de futuro do Livre. Já tinha testemunhado isso nas quatro vezes em que concorri contra ele como........
