A política não é para puros, é para os falsos puritanos |
O povo costuma dizer que ‘quem com ferros mata, com ferros morre’. E as mais recentes notícias sobre a investigação do Ministério Público que envolve Henrique Gouveia e Melo parecem fazer jus a esta velha máxima. Num ápice, o Almirante passou de acusador a vítima desta forma de fazer política, assente em suspeitas e em bufos que não olham a meios, mas também não querem saber do fim da história. E, no fim, ninguém se ficará a rir.
Tornou-se o novo normal. Se há eleições, há suspeitas que se levantam de debaixo das pedras, ataques de caráter, denúncias anónimas, inquéritos, averiguações preventivas, vale tudo menos arrancar olhos para destruir o adversário. Os que se dizem acima da politiquice e da baixa política são os primeiros a fazer corta-mato, na esperança de que isso lhes dê vantagem, nem que para isso tenham de mergulhar na lama onde juraram nunca pisar.
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