Deixem o povo fazer a Revolução das Lanternas |
Quando um regime apaga as luzes para tentar calar um povo, e esse povo responde acendendo lanternas de telemóvel nas ruas, não estamos perante um pedido de socorro ao exterior. Estamos perante um gesto de soberania. Pequeno, silencioso, mas profundamente político. Esta não é uma revolta importada, nem uma encenação para consumo internacional. É uma revolta feita por quem ficou. Por quem resiste quando já ninguém está a olhar.
O erro do Ocidente, aqui, é antigo. E reincidente. Confundir solidariedade com intervenção. Apoio com tutela. Valores universais com interesses circunstanciais. O Médio Oriente não é um laboratório político nem um território eternamente em aprendizagem democrática. O Irão, em particular, tem uma história política, jurídica e cultural milenar, com consciência cívica, debates constitucionais e movimentos organizados muito antes de muitos........