O que os chatbots sabem de nós sem lho dizermos
Há uma pergunta que qualquer utilizador de inteligência artificial devia fazer ao seu assistente preferido: "O que é que descobriste sobre mim que eu não quereria que um empregador ou um estranho soubesse?" Foi precisamente isso que fez Brian X. Chen, colunista de tecnologia do The New York Times, num artigo recente que devia servir de aviso a todos nós. A resposta que recebeu deixou-o, nas suas palavras, perturbado.
Chen considerava-se um utilizador prudente. Usava o ChatGPT e o Gemini para tarefas banais: recomendações de artigos para bebé, instruções para reparar uma parede, dúvidas domésticas. Nunca confidenciou nada de íntimo, nada que dissesse a um terapeuta. E, no entanto, quando pediu aos chatbots que revelassem o que tinham deduzido sobre ele, descobriu que estas máquinas sabiam o seu nível de rendimento, inferido do carro alemão que pedia ajuda para arranjar e do contrato de trabalho da ama que redigiu com IA. Sabiam dos seus problemas de saúde, deduzidos de perguntas ocasionais sobre dores no pé ao longo de um........
