Oscar, o operário do basquete, diz adeus |
Oscar, operário do basquete, anuncia sua despedida.
Oscar tem números impressionantes. É o segundo maior pontuador da historia do basquete, com 49.703 pontos. Só perde para Lebron James.
É o maior cestinha dss Olimpíadas, com 1.093 pontos. Contra a Espanha, na Olimpíada de Seul, anotou 55 pontos, o recorde. No Pan de 87, fez 43 na final contra os EUA.
A média em sua carreira é de 30,7 pontos.
Mesmo assim, nunca teve em vida a unanimidade que tem em morte. Lógico que foi adorado, recebeu o apelido de Mão Santa, a camisa 14 foi imortalizada, mas também recebia críticas por sua ausência no jogo coletivo.
Diziam que o time tinha de jogar para ele. Ele não conseguia fazer sozinho um jogada, não se desmarcava, nunca poderia, como Marcel, armar o jogo, se necessário.
Oscar seria, para os críticos mais ferrenhos, apenas um sortudo oportunista. Haveria melhores, como Marcel. Bons tempos em que havia a opção entre Oscar e Marcel ou, anteriormente, Wlamir e Amauri. Paula ou Hortência?
Os críticos estavam errados.
Havia o dom, é claro, mas ele foi adubado com muito suor. Quantas bolas arremessadas nos treinos para que os 30 pontos fossem garantidos?!
Oscar era um workhaolic, um operário padrão, um trabalhador dedicado.
Um gênio do basquete. A Mão Santa tinha muito suor.