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O chavismo em sua hora mais dramática

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10.01.2026

O assalto ao Forte Tiuna, em 3 de janeiro, em meio a uma operação massiva determinada por Donald Trump, estabelece nova e perigosa correlação de forças para a revolução bolivariana. Mais que novo degrau na escalada iniciada em setembro do ano passado, representa um golpe direto contra o comando do Estado, ao fazer do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, prisioneiros de guerra.

Mais de cem homens e mulheres foram mortos durante a agressão, a maioria resistindo heroicamente à incursão norte-americana. A ineficácia do dispositivo de defesa do líder chavista, contudo, acirrou o cenário. Nas primeiras horas, dentro e fora da Venezuela, ao lado da repulsa contra o crime imperialista, semeou-se um clima de dúvida e apreensão.

O cenário foi ficando menos nebuloso nos dias seguintes. A Casa Branca tinha sido capaz de arremeter ferozmente contra o centro nevrálgico do chavismo, mas sem condições de estabelecer uma alternativa de poder, um novo governo liderado por grupos leais a Washington. O próprio Trump descartou Maria Corina Machado, personalidade mais destacada da extrema direita.

De um lado, a Venezuela chavista, agora sem seu máximo condutor, ficou emparedada pelas tropas norte-americanas, com sua imensa superioridade aérea e naval, capazes de bloquear o país e feri-lo gravemente. De outro, os Estados Unidos demonstram enorme potencial........

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