A injustiça de Rodrigo Pimentel na crítica a Lewandowski
Rodrigo Pimentel, em entrevista à coluna do Alexandre Borges, no UOL, afirmou que Lewandowski teria sido o “pior ministro” do Ministério da Justiça e Segurança Pública “na história do Brasil”. Antes de apontar os vícios e fragilidades dessa avaliação, considero necessário explicitar minha própria posição sobre o ex-ministro. Entendo que Lewandowski teve um desempenho regular à frente de uma pasta historicamente marcada por gestões ruins ou inoperantes.
Os motivos apresentados por Pimentel ao longo da entrevista oscilam entre o circunstancial e opiniões pouco densas, e recorrendo sempre a uma espécie de egocentrismo interpretativo para validar o que traz: ou seja, se não é como ele pensa, não presta.
O primeiro argumento mobilizado por Pimentel para a sentença é o descontentamento amplo da população com a segurança pública. Tal leitura desconsidera a responsabilidade conjunta pela prestação desse serviço. Ignora-se, ainda, que esse descontentamento não é um fenômeno recente. Basta observar o crescimento contínuo, a cada ciclo eleitoral, da chamada “Bancada da Bala”, expressão direta da combinação entre a insatisfação social com a segurança pública e a fraca formação e letramento da população quanto ao que deve ser entendido como uma boa prestação do serviço policial.
Pimentel afirma, em seguida, ocupar uma posição completamente distinta da do ex-ministro e sustenta que defende “o que dá certo”. Quando li isso, me veio à mente o personagem “Thanos”, da Marvel Comics – aonde a soberba dissimulada de racionalidade. Dito isso, quando observamos países dos hemisférios Norte e Sul em que a pactuação social produziu ambientes de baixa criminalidade, encontramos muito mais do Lewandowski, do que do Rodrigo…
Compreendo, em alguma medida, a verve do momento: há um entusiasmo desmedido — e perigoso........
