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Globo, Estadão e Folha atacam Toffoli por acareação de Vorcaro sobre negociata do Master com BRB

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27.12.2025

Representantes históricos dos interesses da burguesia financista no Brasil, os clãs que dominam a mídia hegemônica gritam em uníssono contra qualquer ação que coloque em risco o conluio com banqueiros e a estrutura de polícias neoliberais no país, como é com a defesa das privatizações e o ataque às políticas sociais, como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida.

Não está sendo diferente nas investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e relatadas pelo ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a tentativa do governo Ibaneis Rocha (MD), por meio do Banco de Brasília (PRB), de salvar o Master, de Daniel Vorcaro, que foi preso no mesmo dia em que seu banco foi liquidado.

Após vazamentos seletivos sobre suposto contrato milionário entre o escritório de Viviane Barci de Moraes com o Master e a narrativa, de “seis fontes sigilosas”, sobre reuniões de Alexandre de Moraes com presidente do Banco Central, Gabriel Galípolio, para “fazer pressão” sobre o canso do banqueiro – negado por todos os envolvidos -, reveladas pela mesma jornalista da Globo, a mídia liberal agora centra fogo na acareação marcada por Toffoli para o dia 30 de dezembro.

Neste sábado (27), Estadão e O Globo soltaram editoriais atacando Toffoli pela “precipitada acareação”, que coloca “caso Master entra em rota perigosa”. Mais polida, a Folha recorreu a “empresários” – na maioria banqueiros ou agentes do sistema financeiro – entre eles dois ex-presidenciáveis do partido Novo -, para dizer que a medida “levanta alerta sobre a reputação do STF após escândalo do Master”.

A decisão do ministro, mantida mesmo parecer contrário do Procurador-Geral da República Paulo Gonet, vai colocar frente à frente Vorcaro, Ailton de Aquino, diretor do Banco Central (BC), e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), usado pelo grupo político de Ibaneis Rocha na tentativa de negociata para salvar o Master e colocar o excêntrico banqueiro mineiro no comando da principal instituição estatal do Distrito Federal.

Na negociata frustrada pelo BC e pela PF – o que contraria a grita da mídia liberal sobre “pressão” sofrida pela instituição -, o BRB teria adquirido R$ 12,e bilhões em títulos podres para turbinar o Master antes da decisão do BC. Com a liquidação, a instituição estatal corre risco de solvência.

Além disso, instituições privadas, como o BTG Pactual, de André Esteves, proliferou a venda dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com estratosférica – e irreal – rentabilidade de 140%. Com a falência do Master,........

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