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A diplomacia brasileira e o terrorismo da CIA

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monday

EUA designaram os grupos criminosos PCC e CV como organizações terroristas, apesar das ações brasileiras contra o crime organizado.

Wagner Menezes, professor de Direito Internacional da USP e árbitro da ONU, descartou a possibilidade de intervenção militar americana no Brasil, considerando-a um devaneio político.

O professor ressaltou a soberania e o papel regional do Brasil, afirmando que a diplomacia nacional pode abrir canais de diálogo, embora a imprevisibilidade de Donald Trump seja um fator.

Menezes pediu ao Congresso a abertura de debate público sobre mecanismos de combate ao crime organizado e a vinculação de políticos a essas organizações.

A designação de terroristas ao PCC e ao CV pelos Estados Unidos é um direito americano, a despeito de suas nítidas motivação política e inoportunidade, tendo em vista as ações concretas contra o crime organizado tomadas pelo governo brasileiro, inclusive com apelos à cooperação internacional. Está clara a natureza mafiosa, não terrorista das organizações, mas, agora, isso pouco importa.

Os prováveis efeitos comerciais da medida vêm sendo bem esmiuçados pela mídia, mas não estão claros os riscos reais de ações de força contra o crime, pelos americanos, em território brasileiro, o que seria um flagrante ataque à soberania nacional.

O professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da USP Wagner Menezes, membro do quadro de árbitros da ONU, não acredita nessa possibilidade: “Vejo essa hipótese muito mais como devaneio que será explorado por A ou B no campo político. O Brasil é um país soberano, com democracia, tem um papel importante na sociedade........

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