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Janeiro do Rio – Por Luis Cosme Pinto

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01.01.2026

Adolescentes têm bons motivos para ficar muito tempo no banheiro. Lá em casa, em Vila Isabel, a gente ganhou uma razão a mais. Com o aquecedor que meu pai comprara, o banho de toda manhã era abundante e demorado. Do lado de fora, minha mãe se esgoelava: “Olha o gás”. “Tô olhando”, era a resposta de meu irmão, cheio de graça embaixo da água morna.

Então, janeiro apontava e, fosse qual fosse a hora, o banho era gelado. Mais de 50 anos depois, a crise climática se agrava e o calor é descomunal.

Apesar da temperatura altíssima, o verão é aguardado com ansiedade. Chegam turistas, shows e festas se repetem e a euforia do Réveillon se junta ao Carnaval. Do ambulante da praia ao hotel cinco estrelas todos faturam.

O país e o mundo enxergam o Rio de Janeiro como Copacabana, Ipanema e Leblon, mas a maioria dos cariocas vive longe, muito longe do mar. Nos últimos dias, as manchetes anunciaram sensação térmica de 42 graus na praia. Já em Irajá, Bangu e Guaratiba, chegou aos 60!

Na........

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