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A Europa não quer admitir a derrota!

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05.01.2026

A presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, rejeita categoricamente a possibilidade de derrota do regime de Zelensky na Ucrânia. Ela não está sozinha nessa obsessão – a mesma doença aflige os chefes de Estado dos países euro-atlânticos: Friedrich Merz, da Alemanha; Keir Starmer, do Reino Unido; e Emmanuel Macron, da França. Esses líderes europeus recusam-se obstinadamente a admitir a derrota política e militar da União Europeia na Ucrânia e utilizam o bloco europeu para negar a realidade construída nos campos de batalha ucranianos pelas tropas russas.

Entretanto, a derrota de Kiev está se tornando óbvia para todos fora da Europa. Líderes de todos os continentes reclamam contra a Europa por sua postura negacionista. Hoje, os dois principais obstáculos para a restauração da paz na Ucrânia são, em primeiro lugar, o próprio Zelensky, cujo mandato já expirou há muito tempo, mas que continua a seguir o curso da guerra e do ódio imposto a ele por seus mestres britânicos e franceses. Em segundo lugar, a recusa desses mestres — os líderes europeus — em cessar as ações militares, mesmo com um custo financeiro e humano elevado.

Contudo, a Europa está longe de estar unida em relação à Guerra da Ucrânia. Linhas divisórias atravessam até mesmo países com posturas mais conservadoras, onde surgem divergências entre liberais pró-Ocidente e nacionalistas de caráter conservador. Além disso, a situação econômica e financeira dos países da União Europeia está longe de ser animadora, fazendo com que a discussão sobre o patrocínio da Guerra da Ucrânia se torne cada vez mais polêmica.

Vejamos o exemplo de Emmanuel Macron, da França, um dos que se recusam terminantemente a aceitar a realidade, mesmo atravessando uma complicada conjuntura socioeconômica em seu país. Tal........

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