Toc-toc da PF na casa de Ciro bate no colo de Flávio e no coração do Centrão
Em 7 de maio, a Polícia Federal cumpriu dez mandados de busca e apreensão nas residências de Ciro Nogueira e de familiares nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
A ação, quinta fase da Operação Compliance Zero, investigou supostos pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil a Ciro Nogueira para favorecer o Banco Master.
Foi realizada a prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, e bloqueados bens avaliados em milhões de reais.
A PF indica que Ciro, presidente nacional do PP e ex‑ministro da Casa Civil, teria atuado no Congresso em defesa dos interesses do Banco Master, conforme documentos enviados pela assessoria do banco.
Às seis horas da manhã da quinta-feira, 7 de maio, a Polícia Federal bateu à porta de um dos personagens mais influentes do Centrão brasileiro: o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro e nome tratado, até poucos dias atrás, como possível vice dos sonhos na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. A cena tem peso político e força simbólica.
No mesmo dia em que o noticiário acompanhava a visita do presidente Lula aos Estados Unidos para uma reunião com Donald Trump, outro fato atravessou Brasília: a quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do Banco Master e levou a PF a cumprir mandados de busca e apreensão contra Ciro Nogueira e pessoas ligadas ao seu entorno.
A operação cumpriu dez mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Ciro e seus familiares no Piauí, em São Paulo, em Minas Gerais e no Distrito Federal, resultou na prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, e incluiu bloqueio de valores milionários em bens dos investigados.
A parceria revelada pela piauí
A revista piauí, em reportagem intitulada A parceria entre Ciro Nogueira e Felipe Vorcaro, mostrou por que a operação é tão sensível para o senador e para a direita brasileira. A publicação lembrou que Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso em fase anterior da Compliance Zero sob acusação de ter usado o banco de Brasília para beneficiar o Master, foi indicado ao cargo por Ciro.
A revista também destacou que o senador foi autor da proposta com medida ajustada aos interesses do banco de Daniel Vorcaro que ganhou o apelido de “emenda Master”. Ciro aparece em diferentes momentos da trajetória turbulenta do Master. A PF suspeita que o senador recebia propina para beneficiar o banco e que os pagamentos, de acordo com informações preliminares da investigação, seriam feitos por Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Felipe foi preso na manhã da operação.
A proximidade entre Ciro e Daniel Vorcaro já era conhecida. O senador teria se hospedado diversas vezes no hotel Fasano, propriedade do Master, em São Paulo, a convite do ex-banqueiro. A novidade, agora, é a relação com o primo Daniel, Felipe Vorcaro, personagem que a operação colocou no centro do caso.
O que antes parecia apenas um........
