O peso das emendas parlamentares no xadrez eleitoral do RJ

O Rio de Janeiro teve duas definições importantes no últimos dias em relação à disputa pelo governo do estado. A primeira foi a escolha da deputada estadual Jane Reis (MDB) para ser vice na chapa do pré-candidato e prefeito da capital fluminense Eduardo Paes (PSD). E a segunda foi a oficialização do nome do secretário de estado das Cidades e também deputado estadual Douglas Ruas (PL) como postulante do bolsonarismo ao Palácio da Guanabara.

As duas escolhas obedecem em parte a uma lógica política tradicional. Muito identificado com a cidade do Rio, Paes busca garantir votos também na Baixada Fluminense. Jane já foi candidata a prefeita em Magé e seu irmão, Washington Reis, é presidente estadual do MDB e ex-prefeito de Duque de Caxias. Ela também é evangélica, significando um aceno importante para uma fatia que corresponde a 32% da população no estado.

Paes quer evitar o que aconteceu no embate com Wilson Witzel em 2018. Na ocasião, obteve uma vitória apertada na capital, com 51,69% dos votos válidos, mas a vantagem de 106 mil votos evaporou em relação a seu desempenho na grande maioria das outras cidades, em especial na Baixada, onde sofreu derrotas por larga margem nos municípios de Duque de Caxias (67,94% dos votos válidos), Nova Iguaçu (69,46%), São Gonçalo (65,99%) e São João de Meriti (67,32%).

Douglas Ruas, filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), ganhou notoriedade além do sobrenome ao se tornar secretário de Gestão Integrada e Projetos Especiais na administração de seu pai na cidade. Foi o “rosto” de boa parte das principais obras no município e conseguiu, em 2022, ser o segundo deputado........

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