Necropolítica à Brasileira

Operação da PF revelou que ex-presidente da Alerj transformou a Assembleia em "posto avançado do Comando Vermelho"; 27 deputados votaram pela soltura de líder indiciado por proteger crime organizado.

Em outubro de 2025, operação no Complexo da Penha e do Alemão deixou 121 mortos para apenas 118 armas apreendidas, totalizando mais mortes do que armas.

Durante a pandemia, o Brasil de Bolsonaro adotou negacionismo científico, recusando máscaras, distanciamento e vacinas, resultando em 10% das mortes por Covid-19 no mundo.

Milícias formadas por agentes do Estado se expandiram, com investigadores apontando conexões entre políticos, forças de segurança e crime organizado no Rio de Janeiro.

Onde o observador desatento vê episódios isolados existe, na verdade, a exposição de um mecanismo: uma operação policial com excesso de mortes, um governador conivente com o crime, um ex-presidente que negou a gravidade de uma pandemia. O observador mais atento reconhece o padrão: a morte como instrumento de governo e a desinformação como método de gestão. O Rio de Janeiro, nesse sentido, não é exceção, mas a regra; regra que se converte em espelho.

A Matemática Macabra da Segurança Pública

Quando a Polícia Federal revelou que Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa, transformara a Alerj num “posto avançado do Comando Vermelho”, o país não parou para refletir. Vinte e sete deputados votaram pela soltura de um líder indiciado por proteger o crime organizado. A vida seguiu como se fosse natural um parlamento capturado por uma facção criminosa.

Em outubro de 2025, uma operação no Complexo da Penha e do Alemão deixou 121 mortos para 118 armas apreendidas. Mais mortes do que armas. Não se tratava de desarmar........

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