Banco Master: a teia político‑religiosa por trás de um escândalo bilionário

Banco Master enfrenta liquidação extrajudicial após crescimento acelerado com práticas de risco e questionamentos sobre a compra pelo BRB.

Conexões político-religiosas entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, figuras como Fabiano Zettel e o deputado Nikolas Ferreira são investigadas.

Suspeitas de influência de doações em campanhas políticas e mobilização digital para decisões regulatórias favorecerem o banco são apuradas.

Análise foca em decisões de órgãos como Banco Central, CADE e BRB para identificar responsabilidades e possíveis prejuízos ao erário público.

Não é apenas a história de um banco que quebrou: é o retrato de como finanças, política, religião e mobilização digital podem se articular para sustentar riscos sistêmicos e, em última instância, empurrar a conta para o Estado.

A instituição, criada como Banco Máxima, muda de patamar a partir de 2018, quando Daniel Vorcaro assume o controle e passa a apostar em consignado, crédito pessoal, serviços financeiros e captação agressiva. No mercado, crescia o incômodo com taxas altas para atrair recursos, estrutura de garantias frágil e forte presença de ativos contestados, como precatórios.

Ainda assim, a operação foi sendo naturalizada, apesar do burburinho entre concorrentes. Em geral, quando um banco cresce “puxando o elástico”, algum freio aparece; aqui, ele parece ter vindo tarde demais.

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